Solidez da Gapi reconfirmada a nível de África

Solidez da Gapi reconfirmada a nível de África

A Gapi-SI obteve pelo segundo exercício consecutivo o “rating A+ ” por ter alcançado uma pontuação de 89% no processo de avaliação anual feito aos membros da AADFI (Associação Africana das Instituições Financeiras de Desenvolvimento).  A avaliação é feita anualmente e está aberta às cerca de 70 instituições financeiras de desenvolvimento africanas e abrange três indicadores: governação corporativa, estabilidade operacional e gestão prudencial.

A Gapi é uma agência financeira de desenvolvimento criada há 30 anos para conceber e implementar programas de fomento do empresariado nacional e promover a inclusão financeira, económica e social. Ela foi constituída em Março de 1990 entre o Estado de Moçambique representado pelo Banco Popular de Desenvolvimento e a organização alemã, Fundação Friedrich Ebert.

“O objectivo estratégico foi o criar uma instituição nacional público-privada que, não sendo um banco, pudesse apoiar os emergentes empresários nacionais a adquirirem capacidades para participarem mais activamente numa economia de mercado que estava a ser implementada com a adopção do programa de ajustamento estrutural acordado com o FMI e Banco Mundial em 1987” – recordou um dos fundadores da Gapi.

Ao longo destas três décadas especializou-se na gestão de fundos destinados a melhorar o acesso a serviços financeiros por parte de micros e pequenas empresas, bem como na prestação de serviços de assistência técnica no âmbito de gestão de negócios de pequena escala. Desde 2007 a estrutura acionista é dominada por investidores privados nacionais com destaque para o grupo GapiGest liderado por Kekobad Patel, assim como, pela CTA, Confederação das Associações Empresariais, presidida por Agostinho Vuma.

Nos últimos anos a Gapi priorizou programas focados no agro-negócio, no empreendedorismo entre jovens, na comercialização agrícola, desenvolvimento de mercados nas zonas rurais, instrumentos de garantias de crédito bancário, assim como também no lançamento de uma iniciativa – o FEREN – para assistir às pequenas empresas afectadas pelos ciclones Idai e Kenneth.

A Gapi é uma instituição, registada como sociedade de investimentos e, como tal não gere depósitos do público,  implementando programas de desenvolvimento à luz de contratos de gestão de recursos e projectos firmados com vários ministérios económicos e agências estatais, parceiros bilaterais em particular a Dinamarca, bem como instituições financeiras multilaterais, designadamente do IFAD, BAD, OIT entre outros.

Com escritórios em todas as capitais provinciais, a Gapi está a implementar um programa de apoio à inclusão financeira que inclui a criação de microbancos com implantação a nível provincial e distrital. A criação destas unidades conta com a participação de outros investidores e empresários locais e visa aumentar a rede nacional de retalho dos serviços financeiros. Este programa inclui actividades de literacia financeira que tem beneficiado do apoio de instituições como o IFAD e BAD.

Face aos crescentes desafios que têm sido colocados à Gapi, os seus acionistas deliberaram em 2018 e 2019 reforçar os fundos próprios da sociedade, bem como actualizar a sua estratégia por forma a que se alarguem e consolidem os serviços de apoio ao empresariado nacional, particularmente na capitalização de pequenas empresas operando em sectores relevantes para uma economia mais inclusiva.

O actual rácio de solvabilidade da Gapi está acima dos 20%, e o seu capital social ascende a mais de 195 milhões de Meticais, maioritariamente subscrito e realizado por investidores privados nacionais.

O exercício de 2019 foi o nono em que a Gapi participou nesta avaliação conhecida pela sigla PSGRS (Prudential Standards, Guidelines and Rating System). No decurso destes nove exercícios, a pontuação da Gapi, evoluiu num crescimento constante e desde uma pontuação de 67.2% (rating C+) em 2011, ao actual 89% a que corresponde o rating A+.

Numa nota enviada há poucos dias à direção da Gapi, o secretário Geral da AADFI, Joseph Amihere, congratula esta instituição nacional pelo seu desempenho convidando-a a participar na cerimónia que irá decorrer em Abidjan, Costa do Marfim, para a entrega do certificado.

A AADFI é uma Associação criada sob os auspícios do Banco Africano de Desenvolvimento que tem vindo a dar assistência aos seus membros para que melhorem i) a sua governação, ii) desempenho financeiro e iii) capacidade operacional. Esta agremiação conta com mais de 70 instituições financeiras envolvidas nas finanças para o desenvolvimento de África.

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