OIT e Gapi reforçam resiliência de negócios face aos riscos ambientais

OIT e Gapi reforçam resiliência de negócios face aos riscos ambientais

A OIT – Organização Internacional de Trabalho e a  Gapi iniciaram um projecto focado na melhoria da resiliência das empresas e riscos de novos investimentos face aos principais desafios ligados às mudanças climáticas. A OIT e a Gapi estão a capacitar gestores de empresas e promotores de novos negócios em matérias sobre a resiliência das organizações empresariais e respectivos negócios.

O acordo que liga a OIT à Gapi preconiza a capacitação de gestores de empresas e empreendedores. A primeira fase, que teve lugar de 19 a 21 de Dezembro na cidade da Beira, contemplou a formação de formadores em matérias que incluem (i) a identificação do quão resiliente é uma organização; (ii) identificação dos riscos que podem afectar uma organização; (iii) avaliação do nível de vulnerabilidade; (iv) compreesão das prioridades da organização, dentre outras.

“Esta metodologia de concepção e gestão de negócios é uma abordagem desenvolvida pela OIT e surge como uma ferramenta para ajudar as empresas, seus trabalhadores e famílias, a construirem resiliência, de modo a fazerem face aos desastres naturais. Ademais, compreender e implementar essas ferramentas, fortalecerá a resiliência das empresas aos desastres naturais. – considera Igor Felice, representante da OIT em Moçambique.

Esta aliança OIT-Gapi pretende preparar as pequenas empresas e seus investidores a atenuar e prevenir os efeitos das mudanças climáticas sobre os principais sectores de actividades económicas, com destaque para áreas como a agricultura, pesca e comércio geral, que constituem as principais fontes de geração de emprego e renda para maior parte dos moçambicanos. As cheias, secas e ciclones, influenciam significativamente na sustentabilidade dos negócios.

A Gapi tem vindo a fazer intervenções neste domínio, donde se destacam os programas desenhados para minimizar os efeitos das destruições pós calamidades, onde a recuperação de empresas e das economias locais, com enfoque no homem, tem sido o foco principal. As intervenções aquando das cheias do ano 2000 e o FEREN – Fundo de Emergência para a Recuperação de Empresas e Negócios –  para apoiar a recuperação e expansão de empresas/negócios nas zonas afectadas pelos ciclones Idai e Keneth, são disso exemplo.

“A Gapi considera importante que os empresários das zonas afectadas pelos desastres naturais , principalmente mulheres e jovens, tenham acesso a uma oferta integrada de serviços, combinando treinamento em habilidades de gestão de negócios e continuidade de negócios, bem como acesso a serviços financeiros”, assegurou Adolfo Muholove PCE desta instituição, para quem “A experiência que temos como provedor de serviços, aliada a nossa abrangência geográfica e cultural, nos faz termos elevadas expectativas de sucesso”.

Nos próximos meses, acções de formação decorrerão nas províncias de Sofala, Manica, Tete e Zambézia, em matérias ligadas à resiliência e sustentabilidade das empresas de jovens e mulheres de sectores inocivos ao meio ambiente. Com esta intervenção holística espera-se que as empresas da região centro do país e respectivos gestores sejam capazes de lidar com os riscos associados à catástrofes naturais.

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