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Modernização da Agricultura muda vidas de famílias do Niassa

Modernização da Agricultura muda vidas de famílias do Niassa

Daimo diquissone esconde inteligência irrequieta, disponível para aprender e arriscar. Graças a ela e ao apoio da Gapi, Diquissone começou uma pequena revolução, introduzindo novas culturas, como a soja, e novos modos de trabalhar a terra.

Com assinalável êxito e o evidente acréscimo no rendimento da sua machamba, no Posto Administrativo de Lissiete, a 15 quilómetros do centro de Mandimba, na Província de Niassa, colhe agora, mais do que a curiosidade inicial e admiração posterior, a adesão da vizinhança, a qual, no início, se manifestou céptica face às novas técnicas de semear,porque é difícil mudar hábitos de gerações.

“A princípio, nem eu acreditava que, em terra rasa, se podia aumentar a colheita. A cultura em canteiro é uma tradição daqui, mas tem a desvantagem de não se aproveitar tanto a terra. A produtividade por hectare é menor”, reconhece Diquissone.

“Os vizinhos, quando me viram a demolir canteiros, acharam que eu tinha problemas na cabeça; mas, agora, querem mudar também. Querem todos saber como é, porque viram que resultou”, afirma.

O agricultor de 38 anos, que produzia, na remota machamba de um hectare, amendoim e feijão boer em canteiro, é hoje um homem satisfeito por ter acatado as indicações do técnico da Gapi que lhe dá assistência – capacitação, consultoria e treinamento – no âmbito do PROMER.

“A colheita de Maio do amendoim correu muito bem, a de gergelim também e a soja rende tanto como eu não esperava…”, afirma. De tal modo que duplicou a área de cultivo e já contrata, “para ajudar a capinar, cinco ou seis homens por campanha”.

Começou a cultura da soja, de alto rendimento, por sugestão do técnico da Gapi, cuja assistência não se limita ao aconselhamento:

“A Gapi diz-me como preparar o campo, ensina a fazer a sementeira e dá respostas sempre que quero saber como melhorar as coisas da machamba”, reporta Diquissone, ilustrando benefícios da colaboração: “No gergelim, foi a Gapi que forneceu o pulverizador e me disse como usar. Estou mesmo satisfeito porque, o ano passado, se não fosse a Gapi já não tinha como ter semente”, declara.

A machamba actual, aberta no meio de vasta mata que também é pertença de Diquissone por via de uma herança, já não lhe chega para acolher o acréscimo da produtividade que ocorreu entretanto. Por isso, enquanto olha em redor e de sorriso aberto, Daimo Diquissone, pai de quatro filhos, planeia a expansão.

“Tinha um hectare e já dupliquei. Como estas matas me pertencem, no próximo ano espero já ter 5 hectares”, diz, manifestando o desejo: “E espero que a Gapi continue comigo”.

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