Citrinos do Umbelúzi revitalizados pela Gapi

Mais de 18,5 milhões de meticais arrecadados em 2017 provenientes de exportações e venda local de citrinos e banana e cerca de 300 postos de trabalho assegurados na região de Umbelúzi é o resultado da primeira fase de relançamento da Citrum (Citrinos do Umbelúzi), após cinco anos de trabalho de saneamento financeiro e gestão realizado pela Gapi-SI. Tendo concluído a fase de saneamento, investindo acima de 60 milhões de Meticais, a Gapi atraiu investidores nacionais e internacionais para prosseguir e expandir a atividade comercial desta empresa que explora uma área de mais de 600 hectares na bacia do Umbelúzi em Boane e Namaacha.

A empresa Citrum entrou em processo de falência há cerca de 10 anos pondo em risco os postos de trabalho e segurança social das duas centenas de trabalhadores permanentes e as valiosas plantações de fruteiras e infraestruturas produtivas herdadas do processo de privatização da empresa Lomaco criada entre o Estado moçambicano e o grupo britânico Lonrho.

 

As dificuldades enfrentadas pelas pequenas e médias empresas no sector do agro-negócio têm causado falências e perdas de infraestruturas e emprego. As condições de financiamento impostas pela banca comercial estão entre uma das maiores dificuldades. Como instituição financeira de desenvolvimento, a Gapi tem sido solicitada a intervir com instrumentos financeiros mais adequados do que o crédito comercial para salvar essas empresas.

Para relançar empresas em situação crítica, a intervenção da Gapi combina meios financeiros com assistência à gestão. “Quando conseguimos estabilizar a empresa e o seu negócio criamos condições para atrair investidores com meios e competências técnicas para dar continuidade à nossa intervenção” – esclareceu Victor Ribeiro, o administrador da Gapi na Citrum e um dos responsáveis pela reestruturação da Citrum.

Para reabilitar e relançar estas indústrias importantes na economia nacional, a Gapi tem combinado recursos próprios com os de instituições parceiras como a Danida, KfW, Banco Africano entre outros.

“Após anos de trabalho para o saneamento na praça financeira, resolução de conflitos de terras e assuntos laborais herdados das gestões anteriores transformámos a Citrum numa empresa atractiva para investidores. Em 2016 assinámos um contrato com um grupo de investidores nacionais que está comprando uma grande parte da nossa participação na empresa. Agora, em conjunto, fomos capazes de atrair um investidor internacional que pretende complementar os esforços dos investidores nacionais”. – Acrescentou Victor Ribeiro.

O administrador da Gapi na Citrum, depois de salientar que os conflitos laborais, particularmente os herdados de empresas com anterior gestão estatal, têm sido dos aspectos mais complexos no relançamento de actividades económicas localmente importantes, concluiu afirmando: “A Gapi tem uma visão de longo prazo e sabemos ser persistentes na busca de soluções para estes problemas. No caso da Citrum tivemos mais um sucesso na reabilitação de uma empresa do sector agrário e com impacto em na manutenção e geração de postos de trabalho rurais.”

“Estamos agora, com investidores nacionais e internacionais a implementar um projecto de mais de USD 4 milhões para expandir as áreas de banana e reabilitação dos pomares de citrinos. Apesar das restrições de água na bacia do Umbelúzi o projecto é financeiramente interessante e vamos criar oportunidades para que outros investidores nacionais também beneficiem desta oportunidade de negócio” – concluiu Ribeiro.

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