10 anos de controlo privado

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O dia 12 de Dezembro de 2016 marca o 10º aniversário da passagem da maioria do capital social da Gapi para investidores privados. De facto, foi a 12 de Dezembro de 2006 que, no decorrer de uma assembleia de accionistas, o Tesouro Nacional, na altura detentor de 70 por cento do Capital Social, vendeu 20 por cento para a sociedade Gapi-Gest e outros 20 por cento para os GTT – Gestores, Técnicos e Trabalhadores. Desde aí, a Gapi passou a ser um modelo para outros bancos de desenvolvimento, demonstrando que uma entidade maioritariamente privada pode conceber e implementar projectos de desenvolvimento de interesse público.

Nessa mesma ocasião (12/12/2006), a FFE (Fundação Friedrich Ebert da Republica Federal da Alemanha), vendeu a sua participação a duas organizações da sociedade civil, no caso a Cruz Vermelha de Moçambique e a Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade.

A passagem do controlo para a gestão privada era uma condição já acordada em 1999 entre o Governo de Moçambique e a Fundação alemã, altura em que se converteu a Gapi,Lda numa sociedade anónima operando como sociedade financeira com a missão de implementar programas para apoiar o desenvolvimento do sector empresarial privado. A Gapi foi constituída em 1990, tendo o BPD (Banco Popular de Desenvolvimento) como principal acionista e detendo 70%. Com o desmantelamento do BPD em 1998/9, alguns decisores públicos incluindo o então Ministro do Plano e Finanças, Tomás Salomão, decidiram proteger a Gapi contra uma privatização forçada e com um alto risco de falhanço.

Por isso decidiu-se que os 70% pertencentes ao BPD fossem assumidos pelo Tesouro Nacional na condição deste manter 30% em paridade com os 30% da Fundação Friederich Ebert (FFE) garantindo-se que, posteriormente, quando as condições o permitissem se procederia à passagem dos remanescentes 40% a investidores privados, num processo bem regulado e acordado entre todas as partes, em particular a FFE. .

A Gapi-SI é uma Instituição Financeira de Desenvolvimento, de natureza público-privada. Tendo como missão “conceber e implementar programas e projectos que, de forma integrada, estimulem a expansão, diversificação e consolidação do (i) tecido empresarial nacional e do (ii) sistema financeiro moçambicano”, a Gapi-SI é participada em  30% pelo Estado, 55% por Investidores Privados e 15 % pela Sociedade Civil e actua como um parceiro estratégico do Governo de Moçadsc_1469mbique, em programas de desenvolvimento empresarial.

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